RAIVA DE
UM DIA
Nas tristezas de um dia
Que passou sem que eu sentisse,
A raiva me adentrou,
Me possuiu pelas entranhas
Sem que eu soubesse como arrancá-la
Do meu ser, tão sem sentido.
Excomungado com o passado,
Da felicidade que sentia,
Hoje jogo minhas mágoas mais além,
Nesse dia-a-dia que vivemos,
Sem saber qual o sentido
De uma vida sem sentimento.
Se você já se lavou
No vento puro do mar,
Ou nos sorrisos de um menino...
Por favor, mostre-me como fazê-lo,
Pois ainda não me criei manhã,
Muito menos ofusquei meus olhos
No brilho do Sol
E em meu caminho só vejo sofrimento
Imposta pela maldade desta geração.
(JL. Guerrero - este poema é da década de 80))
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